2011/04/13

Paralelo

O Brasil passa por um momento de comoção nacional. No dia 07 de Abril de 2011, um “louco” “extremista” entra em escola em Realengo (Rio de Janeiro – RJ), mata alunos a tiros e se suicida. No dia 11 de Setembro de 2001 “extremistas” da Al-Qaeda, tomam aviões nos EUA e se suicidam, jogando as aeronaves contra o World Trade Center e o Pentágono.
Assim como nos Estados Unidos, no entorno das vítimas brasileiras montou-se uma rede de solidariedade. A comoção ultrapassa os que estão em volta e a demonstração de carinho vem dos mais longínquos pontos do mundo.
A imprensa se toma de um interesse inexplicável com um Fait Divers que é constantemente recontado e mastigado, chegando ao ponto de perder a noção do que realmente está sendo falado. Tomando muitas vezes partido e esquecendo papel e ética jornalística, aproveitando-se da dor alheia.
Autoridades acabam agindo também pela emoção, levadas pelo que é midiatizado e esquecem muitas vezes de ponderar não suas condolências, mas medidas cautelares, que acabam gerando falsas expectativas.
Com o tempo a impressa deixa de noticiar e sem ela a população perde o interesse e o que era tão atual, comocional e revoltante cai no esquecimento.
(Caroline Coelho Mateus)

2011/04/11

September 11 Pelícola

Os ataques de 11 de Setembro tiveram uma influência direta à forma como informações e conteúdos começaram a ser tratados pelos meios de comunicação. A indústria hollyhoodiana não ficou de fora deste ciclo, que teve o fato como uma das grandes influencias do pós, onde das mais diversas formas, este ocorrido que comoveu e mobilizou todo o mundo, teve as suas releituras e repercussões.
Uma relativa espiral do silencio foi erguida no entorno das extintas torres gêmeas, onde um respeito forçado foi pregado e ficou impregnado em todo o conteúdo lançado no pós. Exemplo é o filme do Homem-Aranha que teve uma de suas cenas mais emblemáticas cortadas, onde mostrava as torres sendo utilizadas como pontos de apoio de uma enorme teia feita pelo Aranha, para prender um helicóptero.
O segundo gordinho mais odiado do cinema, Michael Moore – O primeiro sem duvidas é o George Lucas – em seu duro documentário Fahrenheit 9/11 e outro filme September 11th – Comission Report baseado no best-seller homônimo. Tocam na ferida, mostrando que tudo poderia ter sido evitado caso os Bush não tivessem feito certos acordos no passado e se a inteligência americana tivesse ido afundo em investigações sobre ações de células terroristas no solo americano.
A temática foi também aborda como reprodução do que realmente pode ter acontecido. Como no filme Flight 93 que é baseado no som das caixas pretas do vôo da United Air Lines, que tinha como destino dos terroristas jogar o avião na Casa Branca, mas que não conseguiram atingir seu alvo porque os passageiros tentaram tomar o controle da aeronave (fonte cineclick.com.br) e talvez um dos filmes mais emblemáticos, que mostra bem como é a dor dos que ficaram, Reign Over Me traz Adam Sandler no papel de Charlie Fineman que perdeu sua família nos ataques e perdeu também o sentido da vida.